Face to face
Os avanços tecnológicos têm um impacto positivo para pacientes e cirurgiões-dentistas.

Face to face

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Face to face: Diogo Viegas e convidados trazem caso clínico com descrição e passo a passo com a aplicação de conceito.

Um dos grandes desafios para o sucesso da Odontologia Restauradora envolve um diagnóstico abrangente e planejamento do tratamento1. A incorporação de referências faciais durante os procedimentos é importante para garantir a integração da reabilitação protética com a face². Além disso, a visualização do resultado do tratamento obtido através da simulação realizada com o rosto do paciente antes do tratamento melhora a comunicação e aumenta a previsibilidade do resultado3-4.

No entanto, isso não é o que acontece na maioria dos casos. A falta de referência horizontal e vertical leva ao insucesso estético. Existe uma falha na comunicação com o laboratório, resultando em mais tempo clínico envolvido e gestão das expectativas do paciente.

Hoje, a fotografia dentária tem sido uma aliada nesta comunicação dentista-técnico em prótese dentária, mas apresenta algumas limitações: distorção provocada pelas lentes, imagem 2D, necessidade de equipamento específico, protocolo fotográfico rígido e investimento. Outras técnicas também foram exploradas, tais como os scanners faciais por fotogrametria, laser e luz estruturada com receptores infravermelhos5-6.

Os avanços tecnológicos têm um impacto positivo para pacientes e dentistas, especialmente na qualidade dos tratamentos e na simplificação dos procedimentos. Este desenvolvimento tecnológico é promissor, sobretudo para o dentista generalista, que não pode investir dinheiro ou tempo necessário para adquirir e aprender novas tecnologias e procedimentos mais complexos. Hoje, através do uso do celular e de um aplicativo, é possível fazer o escaneamento da face do paciente e enviar para o técnico em prótese dentária, assim o planejamento é elaborado em conjunto com os dentes escaneados. Desta forma, o técnico em prótese dentária tem acesso ao posicionamento tridimensional da maxila em relação à face. A seguir, temos uma representação da aplicação deste conceito através de um caso clínico com descrição e passo a passo.

Referências

  1. Spear FM, Kokich VG. A multidisciplinary approach to esthetic dentistry. Dent Clin North Am 2007;51:487-505.
  2. Ackerman MB, Ackerman JL. Smile analysis and design in the digital era. J Clin Orthod 2002;36:221-36.
  3. Coachman C, Calamita MA, Coachman FG, Coachman RG, Sesma N. Facially generated and cephalometric guided 3D digital design for complete mouth implant rehabilitation: a clinical report. J Prosthet Dent 2017;117:577-86.
  4. Lynch C. Defi ning digital dentistry. A survey of recent literature. J Dent 2017;59:1.
  5. McLaren EA, Schoenbaum T. Digital photography enhances diagnostics, communication, and documentation. Compend Contin Educ Dent 2011;32:36-8.
  6. Piedra-Cascón W, Meyer MJ, Methani MM, Revilla-León M. Accuracy (trueness and precision) of a dual-structured light facial scanner and interexaminer reliability. J Prosthet Dent 2020.

Coordenação:

Diogo ViegasDiogo Miguel da Costa Cabecinha Pacheco Viegas
Pós-graduado e técnico em Prótese Dentária, doutorando em Ciências da Reabilitação Oral e professor assistente convidado de Prótese Fixa e Reabilitação Oral – Faculdade de Medicina dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL), em Portugal.
Orcid: 0000-0002-6545-7875.

Autores convidados:

João Pedro Antunes Rodrigues FernandesJoão Pedro Antunes Rodrigues Fernandes
Técnico em prótese dentária pela Escola Superior de Saúde Egas Moniz (Portugal); Professor na pós-graduação em Reabilitação Oral Avançada da Biomimetic Dentistry Portugal.

 

João Tiago MourãoJoão Tiago Mourão
Professor doutor, professor associado com agregação da área de Reabilitação Oral (Prótese Fixa) e professor das disciplinas de Prótese Fixa I e Reabilitação Oral II do curso de mestrado integrado em Medicina Dentária – Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (Portugal).